O Palmeiras acionou a opção de compra junto ao Goiás e firmou, nesta terça-feira (27), contrato definitivo com o meio-campista Larson, de 20 anos. O novo vínculo com o Verdão é válido até dezembro de 2030 e reforça a política do clube de valorização e aproveitamento de atletas formados na base.
Desde o início da temporada, o jovem já integra o elenco profissional e vem sendo utilizado pela comissão técnica de Abel Ferreira, coroando um processo de evolução construído passo a passo dentro da Academia de Futebol.
Da base ao profissional: um caminho construído com trabalho
Contratado inicialmente por empréstimo para atuar no Sub-20, Larson rapidamente se destacou. Em 2025, disputou 32 partidas, marcou três gols e foi campeão do Campeonato Brasileiro da categoria, desempenho que chamou a atenção da comissão técnica do time principal ainda no fim da temporada passada.
No profissional, o meio-campista fez suas primeiras aparições em 2025, entrando no segundo tempo contra o Santos, em novembro, e sendo titular diante do Ceará, em dezembro. Já em 2026, passou a ganhar sequência, atuando contra Portuguesa, Santos e Novorizontino, com destaque para a assistência decisiva na vitória sobre a Lusa.
“Estou muito feliz, é um sonho. Sabia que o desafio seria enorme, mas sempre trabalhei com o objetivo de chegar ao profissional. Agora é manter os pés no chão, seguir evoluindo e aproveitar cada oportunidade”, afirmou o jogador.
Adaptação rápida e maturidade dentro do elenco
Larson destacou a recepção positiva no elenco e a importância do ambiente para sua rápida adaptação ao futebol profissional. Segundo o atleta, o convívio diário com jogadores experientes acelerou seu amadurecimento dentro e fora de campo.
“Nos primeiros treinos, meu olho brilhava. Conviver com jogadores que eu só via pela televisão é a realização de um sonho. O grupo é muito unido e isso facilita muito a adaptação”, ressaltou.
Versatilidade e evolução tática como diferencial
Natural de Pelotas (RS), Larson revelou que iniciou a carreira como meia ofensivo, atuando como camisa 10, mas passou por uma transformação importante ao longo de sua formação. No Goiás, migrou para funções mais recuadas, atuando como segundo volante e ampliando sua leitura tática do jogo.
“No futebol de hoje, todos marcam e todos atacam. Precisei me adaptar, entender melhor o jogo e cumprir funções diferentes. Aqui no Palmeiras, temos profissionais excelentes que ajudam muito nesse processo”, explicou.
Base forte e referência para novas gerações
A assinatura do contrato até 2030 reforça o protagonismo da base alviverde. Desde 2020, 51 atletas formados no clube já atuaram pela equipe profissional, consolidando o Palmeiras como uma das maiores referências em formação de jogadores no futebol brasileiro.
Larson reconheceu a importância do caminho aberto por outras Crias da Academia e revelou conselhos recebidos do técnico Lucas Andrade, do Sub-20, durante o processo de transição.
“Sempre ouvi muito, procurei aprender com quem já passou por isso e fazer do meu jeito. O Palmeiras tem um histórico muito forte e isso ajuda quem chega”, concluiu.
Nome inspirado em ídolos do futebol europeu
Além do desempenho em campo, Larson chama atenção pelo nome, inspirado no ex-atacante sueco Henrik Larsson, ídolo do Barcelona e da seleção da Suécia. A homenagem partiu do pai, apaixonado por futebol, que também batizou o irmão do jogador como Thierry, em referência a Thierry Henry.
“Foi ideia do meu pai. Ele sempre gostou muito de futebol e videogame. Depois de mim, veio meu irmão e ele resolveu homenagear o Thierry Henry. Minha mãe achou melhor parar por ali”, contou, em tom bem-humorado.





